quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Refúgios.

Cigarros e cafés,
Em tardes solitárias
Me ajudam a pensar,
Me descobrir.

Quase tudo é segredo,
Quase.
Tudo é quase segredo.
Quase tudo.

E os livros,
Sempre estiveram aqui comigo,
Exercendo seu papel.
Distraiam-me.

Me esqueço.
Te esqueço.
Esqueço ele.
Esqueço o tempo.

Sou quem sou, um mistério até mesmo para quem...
... Quem sabe.
Ou acha que sabe,
A dor e as alegrias de ser.
Quem sou.

domingo, 20 de novembro de 2011

É.

E sim, eu fico mal do nada. Assim como fico agitada do nada. Assim como começo um texto (ou quase texto) do nada.

Sem pé nem cabeça.
Sem cé nem pabeça.


                                                                           Sei lá.

Nunca.

Mudou um pouco. Não muito, mas mudou. Agora é o vazio. E a dor.
É vazio, mas a dor faz eco. Dor (dor, dor, dor, dor...).


                                                             Por favor...
           
                                                                                    ... não se vá.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

sábado, 12 de novembro de 2011

Dizem por aí...

... que quem pensa em suicídio já está morto "por dentro". Se for assim estou morta "por dentro" já faz algum tempo. Acho que a questão do suicídio em si, para mim, é uma coisa meio longe de acontecer. Mas não por mim. Não pela minha alma.

Eu nunca perdi ninguém. Não em questão de morte. Mas só de imaginar as pessoas que eu amo em risco de morte, eu quase enlouqueço. Não quero o mal de quase ninguém. Não quero ver as pessoas que eu amo e que me amam sofrendo por mim. Não quero que sintam dor. E é só por vocês que eu não trago a morte para o lado de fora.

-

E ontem ele me disse que é ruim ser vazio, não sentir nada.
Eu discordo.
Quem ama só se machuca, só sofre.
Quem tem esperanças só quebra a cara, se decepciona.
Quem confia só se ferra, é pisoteado.

"A luz no fim do túnel era um trem desgovernado."

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Fica meio difícil, eu sofrer por uma razão que nem é culpa tua. Você não me fez nada. Talvez seja isto que me magoe. É bem ruim, você não pode fazer nada a respeito. A gente não escolhe quem a gente ama, mas qual é o meu problema? Eu honestamente não sei um que te faça recuar tanto. Obviamente eu não sou a melhor pessoa do mundo, mas também não sou a pior. Acho que para ti eu seria o suficiente. Mas é isso que você pensa?



Não. Nunca será. Eu não sei o que fiz de errado.

sábado, 29 de outubro de 2011

É tão diferente pensar o quanto você mudou. E você só começa a reparar nisso por estas épocas... Outubro, novembro, dezembro... É normal sentir falta do que você era antes? É normal querer voltar às antigas amizades, a ouvir as antigas músicas, a ler os antigos livros, ver os antigos filmes? É normal querer ser mais nova? Querer andar com as pessoas que (realmente sem querer) você se afastou? Não ter dito aquelas palavras naquela discussão? Eu acho que sim, porque todo ano isto acontece comigo. E eu realmente acho injusto não podermos voltar à isso. Mas também, acho que é bom. Talvez aprendamos a dar valor às coisas/situações/pessoas. Só espero que isto não me aconteça no próximo ano. Ou no próximo. E no próximo. E no próximo.

Nostalgia?

é só que ultimamente eu venho tendo alguns problemas em descobrir algumas coisas. Generalizando. Desde o que eu quero vestir até o que estou sentindo. O que é realmente estranho. Porque eu achava que deveríamos saber o que estamos sentindo. Ou pelo menos saber a razão de estar sentindo alguma coisa diferente. Geralmente negativa. Isto não é bom. Ou não faz bem. É realmente difícil. Então, vou filosofando enquanto este turbilhão de pensamentos/sentimentos/emoções passam pela minha cabeça/coração/alma.