sábado, 24 de março de 2012

E quando essa indecisão lindíssima vai acabar? Duvido muito que eu vá sentir falta... Só queria um pouco de sossego. Me passam horrores de coisas na cabeça. E eu lembro só do que marcou de verdade "Um arrepio percorre..." "Se não fosse tão vazio, talvez..." "Não cheguei ao seu ponto...".
Chega a ser irônico que o que mais marca foram as coisas que me iludem até hoje, e as coisas que ficaram marcadas porque tocaram em um ponto realmente fraco de mim.
Um há tempo, e sem andamento algum. Um em andamento, mas para outro lado. E outro em andamento. Desse eu nem sei o que falar, falta-me certeza.

O seu pior é a saudade, e a distância emocional.
O seu pior é a vontade, e a distância física.
O seu pior é a incerteza.

Já há tempo em que penso "Chega!". Mas nunca passa. Se realmente "a iniciativa tem de vir de dentro", eu não conheço, nem estou conectada com, meu lado de "dentro".

Tento levar em conta que o importante é o que fica. Os amigos, as lembranças... Isso é o meu resgate. Eu espero.
Balanço meus cabelos no ar frio da noite.
Me beije agora, de uma maneira que me faça sorrir e suspirar.
Pegar na tua mão não passa de uma ilusão, um sonho.
Separada pela fronteira da distância, quem sabe?
Ainda tento descobrir o porquê de não conseguir dormir sem pensar em ti.  E porquê de não conseguir conter o sorriso quando o faço. Onde está você? Meus pés estão dormentes de esperar. Esperar pelo que? Uma ideia, uma palavra, um sentimento, uma inciativa? Já não consigo me lembrar.
Talvez eu lembre quando algum deles me deixar; tédio, nostalgia... Preguiça, e talvez um pouco de desespero. Já não lembro de nada. Oh, vida.

Espero não me arrepender, hein.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Refúgios.

Cigarros e cafés,
Em tardes solitárias
Me ajudam a pensar,
Me descobrir.

Quase tudo é segredo,
Quase.
Tudo é quase segredo.
Quase tudo.

E os livros,
Sempre estiveram aqui comigo,
Exercendo seu papel.
Distraiam-me.

Me esqueço.
Te esqueço.
Esqueço ele.
Esqueço o tempo.

Sou quem sou, um mistério até mesmo para quem...
... Quem sabe.
Ou acha que sabe,
A dor e as alegrias de ser.
Quem sou.

domingo, 20 de novembro de 2011

É.

E sim, eu fico mal do nada. Assim como fico agitada do nada. Assim como começo um texto (ou quase texto) do nada.

Sem pé nem cabeça.
Sem cé nem pabeça.


                                                                           Sei lá.

Nunca.

Mudou um pouco. Não muito, mas mudou. Agora é o vazio. E a dor.
É vazio, mas a dor faz eco. Dor (dor, dor, dor, dor...).


                                                             Por favor...
           
                                                                                    ... não se vá.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

sábado, 12 de novembro de 2011

Dizem por aí...

... que quem pensa em suicídio já está morto "por dentro". Se for assim estou morta "por dentro" já faz algum tempo. Acho que a questão do suicídio em si, para mim, é uma coisa meio longe de acontecer. Mas não por mim. Não pela minha alma.

Eu nunca perdi ninguém. Não em questão de morte. Mas só de imaginar as pessoas que eu amo em risco de morte, eu quase enlouqueço. Não quero o mal de quase ninguém. Não quero ver as pessoas que eu amo e que me amam sofrendo por mim. Não quero que sintam dor. E é só por vocês que eu não trago a morte para o lado de fora.